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Burnout no Trabalho: Como Prevenir e Proteger sua Empresa com Base nas Melhores Práticas em Saúde Ocupacional

  • Foto do escritor: GUILHERME VIANA
    GUILHERME VIANA
  • 4 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

 Síndrome de Burnout tem se tornado um dos principais desafios de saúde mental nas organizações. Mais do que um tema em alta, trata-se de um risco ocupacional real, com implicações médicas, jurídicas e econômicas. A boa notícia é que, com ações bem estruturadas, é possível prevenir o Burnout no ambiente de trabalho e criar uma cultura organizacional mais saudável e produtiva.

Neste artigo, vamos apresentar um panorama técnico e atualizado sobre a síndrome, com base em documentos como a ISO 45003, a Resolução CFM nº 2.323/2022, jurisprudências recentes e estudos da Saúde Ocupacional, além de mostrar como o Grupo CESO pode apoiar sua empresa na prevenção e gestão desses riscos.

Mulher exausta sentada à mesa de trabalho com papéis, notebook e xícara, sob um ícone de bateria quase vazia. Texto 'Burnout nas Empresas' no topo

📌 O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico relacionado ao trabalho, caracterizado por três dimensões principais:

  • Esgotamento emocional crônico

  • Ceticismo ou despersonalização em relação ao trabalho

  • Redução da eficácia profissional

De acordo com a CID-11 da OMS, o Burnout é classificado como um fenômeno ocupacional e não como uma condição médica em si, reforçando a necessidade de uma avaliação técnica do ambiente de trabalho para comprovação do nexo.


⚖️ O que diz a legislação brasileira?

A Resolução CFM nº 2.323/2022 estabelece que o diagnóstico de doenças relacionadas ao trabalho deve ser respaldado por:

  1. Exame clínico detalhado realizado por médico do trabalho ou médico que tenha profundo conhecimento sobre as condições no ambiente de trabalho da empresa;

  2. Investigação do ambiente e organização do trabalho;

  3. Dados epidemiológicos da empresa (nexo técnico epidemiológico);

  4. Depoimentos de colegas de trabalho;

  5. Avaliação da relação temporal e causal entre exposição e sintomas.

Ou seja, a simples apresentação de um laudo de psiquiatra assistente não é suficiente para caracterizar o Burnout como doença ocupacional, sem a devida perícia médica e técnica.

👉 Confira mais sobre esse tema neste artigo da Saúde Ocupacional.


🚨 Principais fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho

A ISO 45003 apresenta diretrizes claras sobre os riscos psicossociais e sua gestão. Entre os principais fatores de risco para o Burnout, destacam-se:

1. Carga de trabalho excessiva

  • Prazos apertados

  • Jornadas prolongadas

  • Sobrecarga emocional

2. Falta de controle

  • Baixa autonomia

  • Regras rígidas sem participação

3. Ausência de reconhecimento

  • Falta de feedback positivo

  • Injustiça nas promoções

4. Conflitos de valores

  • Divergência entre valores pessoais e exigências da empresa

5. Relações interpessoais negativas

  • Liderança autoritária

  • Clima de hostilidade ou assédio

6. Percepção de injustiça

  • Tratamento desigual

  • Falta de transparência

Esses seis domínios, definidos por Maslach e Leiter (2004), são essenciais para investigar a presença de fatores desencadeantes do Burnout nas organizações.


📈 Panorama estatístico e impacto nas empresas

Estudos recentes mostram que o Burnout, ao lado da ansiedade e depressão, é um dos transtornos mais relatados por trabalhadores brasileiros.

De acordo com levantamento publicado na Saúde Ocupacional:

  • Cerca de 60% dos trabalhadores relatam sintomas compatíveis com sofrimento psíquico;

  • O Burnout afeta principalmente profissionais de setores administrativos e de serviços;

  • O presenteísmo é um efeito colateral importante, com redução da performance e aumento de erros operacionais.


✅ Boas práticas para prevenir o Burnout na sua empresa

A seguir, veja estratégias baseadas na ISO 45003, Resolução CFM 2.323/2022 e recomendações do Grupo CESO:

🔍 Avaliação de riscos psicossociais

Realizar diagnósticos periódicos sobre:

  • Exposição a estressores organizacionais

  • Condições de trabalho

  • Relatos dos trabalhadores

  • Histórico de adoecimento coletivo

🗣️ Promoção de cultura de escuta

  • Canais anônimos de comunicação

  • Escutas ativas com RH e SESMT

  • Participação dos trabalhadores nas decisões

👥 Formação de lideranças saudáveis

  • Treinamentos em liderança humanizada

  • Prevenção ao assédio moral

  • Feedback construtivo e reconhecimento

🧠 Ações de promoção da saúde mental

  • Palestras, rodas de conversa e campanhas

  • Incentivo à desconexão digital e pausas

  • Ginástica laboral e práticas integrativas

⚖️ Gestão jurídica e técnica de casos

  • Perícia técnica para análise do nexo causal

  • Participação do médico do trabalho

  • Documentação do histórico laboral e coletivo

⚖️ O que a Justiça tem decidido sobre o Burnout?

Jurisprudências recentes indicam que:

  • Estresse isolado não caracteriza Burnout

  • A empresa só é responsabilizada quando comprovada omissão em prevenir riscos

  • A caracterização como doença ocupacional exige laudos periciais técnicos e detalhados

Leia mais em:


🧩 Como o Grupo CESO apoia empresas na gestão do Burnout?

O Grupo CESO oferece soluções completas para a prevenção e gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho:

  • Diagnóstico técnico com base na ISO 45003 e Resolução CFM 2.323/2022

  • Avaliação ergonômica e de riscos psicossociais

  • Capacitação de gestores e lideranças

  • Apoio à elaboração de programas de promoção à saúde mental

  • Acompanhamento técnico de casos suspeitos de Burnout

  • Suporte médico-ocupacional e jurídico em perícias


📞 Quer proteger sua equipe e o futuro do seu negócio?

O Burnout é uma ameaça silenciosa, mas evitável. Com o apoio técnico certo, é possível transformar sua empresa em um ambiente mais saudável, seguro e produtivo.

Fale com o Grupo CESO e solicite uma avaliação personalizada.

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